domingo, 14 de dezembro de 2008

Preocupar-se com a vida alheia faz-se tão efetivo quando atentar-se ao fato de chover ou não, do tempo passar ou não. Completamente desnecessário, completamente sem sentido e ainda assim nós o fazemos... de uma forma tão intensa a tirar-nos o sono. Talvez a passagem do tempo ou a chuva tenham algum significado para nós no final das contas.

sábado, 6 de dezembro de 2008

ver...

Ás vezes eu me pergunto.. quão essencial as pessoas são na vida uma das outras. Qual a importância em tê-las presentes? Qual o problema causaria se ela estivessem ausentes? Quanto dessa saudade e necessidade de alguém que sentimos é de fato real, e quanto é simplesmente uma “desintoxicação” desse hábito de ter?

Quem sou eu estando sozinha e olhando pra mim mesma? Quem sou eu em um ambiente externo, parte de um cenário? Existe esse eu sozinha? Ou a própria constituição do eu já não é um acumulo de partes de cenários? E sendo assim, todo e qualquer sentimento de prepotência, ou o ato de ignorar ou irritar-se ou admirar-se não seria completamente inválido uma vez que nós somos simplesmente parte e metade de tudo aquilo a que depositamos esses nossos sentimentos e atos?

E se esse tudo, somos nós, por qual razão há uma necessidade de um outro, ou de outros se esse ou esses já não estão em nós? Seria esse necessidade de alguém uma simples vontade de tapar um vazio que nós não somos capazes de resolver? Sendo já prolixa, precisamos de alguém! Mas por que razão isso e dá? E por que quanto mais se conhece, quanto mais de cenários se tem, mais parece que nada se tem, mais parece que nada se é, de repente seu mundo de torna minúsculo, dentro de outra esfera minúscula... tudo tão minúsculo que a olhos nus não somos capazes nem mesmo de nos enxergar.

domingo, 27 de julho de 2008

All apologies



É simplesmente impossível passar o que sinto em palavras,

organizar e transmitir pensamentos com perfeita descrição.

é impraticável definir o sentimento em uma só linguagem,

faria-se necessário no minimo milhões!

com direito a gestos, olhares, interpretações e óbvio as mesmas palavras.


E é por isso que, nesses exato instante, me sentencio e peço perdão

abdico do direito da voz ativa

simplesmente por não serem completamente coerentes os meus pensamentos com as minhas próprias palavras,

e dizer sem de fato pensar se torna demasiadamente vazio e sem sentido!

Não diria “te amo”

...sem amar,

“te adoro”

...sem adorar.

E será q só essas duas palavras são capazes de expressar e medir algum grau de sentimento?


Enfim, aqui me emudeço, me calo, me ausento de tudo que sinto,

falemos de flores, montanhas e .... portas!

Quer coisa mais concreta?




sexta-feira, 18 de julho de 2008

Avesso

Eu bem queria virar-me do avesso, pra saber o que tem lá por dentro!
Essa historia de introspecções e pensamentos profundos, não estão mais com nada.
É como nadar num mar turbulento, e por deus, quando mais eu nada mais as ondas me levam pro lado oposto. Queria mesmo era estar do avesso, com tripas, veias e coração a mostra, toda fragilidade exposta e aí sim ver realmente quem eu seria.Quais seriam as minhas palavras, com qual facilidade viria o sorriso e quão hesitante eu ficaria antes de ofender alguem.

Sabe, alguém com toda fragilidade exposta deveria pensar muito bem antes de fazer qualquer coisa.

Mas daí eu paro e contemplo o tempo , o meu mundo e o andar da carruagem e me pegunto...
Será que eu já não estou do avesso?
Jorro sangue em um turbilhão de sentimentos,
e meu coração pulsa a cada expressão facial,
e meu pulmão respira a cada palavra dita?

Mas q loucura estou fazendo então? O que estou dizendo?


Sabe... alguém com toda fragilidade exposta deveria pensar muito bem antes de fazer qualquer coisa.



quinta-feira, 3 de julho de 2008

romantismo abstrato e não autorizado!

meia bala
meio beijo
meia hora
meio amargo
meia vida
meio tempo
meia noite
meio dia
meia sombra
meia face
dupla face... ups

e faz-se meia a vida inteira
e de meio em meio faz-se inteiros
sabe... sem meios que naum sejam um meio a meio a la
meia boa e meia boca e meia perna e meio braço que se meiem por vários meios
abrindos meios sorrisos em dupla face.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

ôh consciência... eu morri?



Desperta-te consciência!


observa atentamente os lírios do campo ao teu lado

contempla o tempo

saúda os ventos

aqueça a alma


Desperta-te consciência!


pro que a muito em ti fora perdido

talvez aqueles mais profundos sorrisos ainda façam-se residentes em algum de teus cantos


Desperta-te consciência!


abandona o lenço bege e morno colocado sobre ti,

conceda às cores o privilégio de chegarem aos olhos com a verdadeira intensidade,

permita ao corpo a alma,

permita à alma o corpo,


Desperta-te com uma palavra,

ou pra uma palavra,

que se ouça,

que talvez os ouvido não ouçam,

que somente os olhos possam ver,

que só se possa sentir.


Desperta-te consciência!

Pro que há nesse mundo de mais inconsciente;

a existência e a sua mais pura prova... viver



(Obs: o titulo foi extraido de um diálogo em "procurando o Nemo")


terça-feira, 17 de junho de 2008

humanos,


talvez vocês devessem aprender a fragilidade dos ouvidos se comprada a força das palavras,

a leveza de um corpo frente o peso de um toque,

a miudeza dos sentimentos perante a dura racionalidade


talvez vocês devessem aprender a medir os valores

estabelecer os pontos ideais

alcançar o equilíbrio


Talvez, e só talvez...

quem sabe...

vocês poderiam tornar esse mundo imaginário tão real

poderiam se sentir satisfeitos ao acordar,

ficarem alegres ao ver o sol e brincar de ver poodles nas nuvens.


Talvez vocês e só vocês possam fazê-lo.




eu?

sentei-me sobre as pernas,

fixei os olhos no céu azul,

permiti as lágrimas quando quiseram cair

os sorrisos quando quiseram brotar

e permaneci sentada, com toda a angústia salpicada de felicidade que um coração possa ter.


Bem humano não?